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A internet dos aplicativos

A internet dos aplicativosO início da internet foi um grande marco na computação, possibilitando a integração de computadores em todo o mundo. As pessoas passaram a se comunicar, interagir e utilizar a internet para consumir e compartilhar informações. O termo WWW (World Wide Web) passou a fazer parte do dia a dia das pessoas e, com isso, as aplicações web ganharam grande impulso pela facilidade de publicação em um único ponto e o seu compartilhamento para qualquer lugar.

Os navegadores da web ganharam força e se tornaram a principal ferramenta para ligar o desktop de um usuário na internet. Logo no início tivemos um grande movimento com o surgimento do Netscape como um dos precursores na internet até os browser mais modernos que temos hoje como o Crhome, Internet Explorer, Opera, Safari e Firefox.

As pessoas perderam o medo da internet, passaram a ter acesso em banda larga e começaram a usar para interagir cada vez mais com outras pessoas em tempo real, proporcionando novas experiências, indo além da conexão de máquinas e unindo pessoas em redes sociais em prol de um tema, da mesma forma que acontece no mundo off-line. A rede de computadores passou ser uma rede de pessoas conectadas.

A indústria de software se beneficiou muito com o impulso da internet, pois aumentou a demanda por tecnologias relacionadas, resultando no crescimento de aplicações e soluções para atender cada vez mais o consumidor com uma experiência nova, simples e integrada a outros serviços que eles já utilizavam. Hoje, podemos usar a sua identidade digital criada em um site para se cadastrar em outros facilitando o acesso e compartilhando informações.

Os navegadores de internet, conforme citado anteriormente, passaram a investir cada vez mais em novas funcionalidades, segurança, performance para conquistar a atenção do usuário em um mercado tão concorrido e dinâmico. O HTML evoluiu bastante, assim como o JavaScript, proporcionando uma nova e rica experiência nas aplicações web, quebrando barreiras existentes na migração de aplicações.

A internet ia muito bem para os browsers e aplicações web, até que em determinado momento uma mudança brusca no comportamento das pessoas provocou um movimento muito grande para um novo conceito de internet que eu considero como “A internet dos aplicativos”, onde o consumidor em seu dispositivo móvel deixa de usar os navegadores e aplicações web para se conectar à internet por meio de aplicativos instalados em seus smartphones, tablets, óculos, relógios, televisores, geladeiras e até no carro.

Ao contrário do que todos imaginavam, o acesso à internet por meio de um dispositivo móvel tornou-se um caminho prático, fácil e barato, se tornando-se o principal concorrente do tradicional “Computador Desktop”, dando-se início a um novo conceito que chamamos de  “Pós PC”, eliminado as fronteiras da conectividade, permitindo a comunicação mais ampla, acesso às informações em qualquer lugar e, por consequência, tornando-se o principal concorrente do formato tradicional de internet.

Os navegadores web estão condenados a extinção, pois o que define o futuro é o comportamento das pessoas e não dos computadores. Avalie quanto tempo você passa conectado diretamente a aplicativos e não mais a sites web dentro de navegadores. O conceito de distribuição, atualização e disponibilidade dos aplicativos abriu novas oportunidades incríveis, como um “push notification” que permite uma comunicação em tempo real dos aplicativos com as pessoas. A comunicação em tempo real associada a uma experiência rica proporcionada pela alta capacidade de processamento dos dispositivos móveis  e sensores como GPS, acelerômetro, câmeras e muitos outros decretaram o fim dos navegadores web tradicionais.

Se você hoje planeja levar o seu negócio para a Web pense de imediato nos dispositivos móveis incluindo tecnologia vestível “Wearables” e depois na Web. Quando falamos em Startups eu costumo estabelecer a seguinte premissa para validação: Produza um MVP (Minimum Viable Product) do aplicativo e publique o quanto antes nas lojas para medir o comportamento das pessoas e o quanto de tração você está conseguindo. Se as pessoas utilizarem o seu aplicativo, pense em qualquer outro tipo de aplicação.

O grande pilar dos aplicativos é o conceito de serviços. Ao pensar em uma aplicação é muito importante construir um sólido barramento de serviços “Mobile first” que permita escalar a sua API (Application Programming Interface). A API deve ser construída já pensando em reuso, padronização e escala. A estratégia da sua API vai determinar o sucesso do seu aplicativo mobile associado à experiência que ele está entregando ao usuário.

O cliente atual é exigente por qualidade, performance e acompanha atualizações do seu aplicativo, compartilha experiências e muda rapidamente de fornecedor caso o mesmo não atenda às expectativas. Não adianta mais ter um site na internet se seu produto não aparece na loja do dispositivo móvel do cliente. Ter apenas um site hoje lembra os anos 2000 onde as pessoas registravam um domínio e colocava o ícone em construção.

O fim dos navegadores web (browsers) não significa o fim da web, e sim o início de novas oportunidades. Seja rápido recriando o seu negócio no formato de aplicativo e para tornar ele escalável é fundamental pensar em serviços de nuvens. O modelo elástico de uma plataforma de Cloud “Cloud First” permite criar aplicações escaláveis crescendo o serviço à medida que  houver um aumento na demanda de usuários garantindo uma experiência padrão.

Um conceito muito interessante de mobilidade que vai ajudar a projetar sistemas legados em dispositivos é a virtualização de aplicativos. Com isso, no lugar de ter uma máquina virtual você sobe uma instância do sistema no Cloud e usando um ícone de aplicativo o usuário acessa seu sistema remotamente. É um caminho interessante para que você tenha tempo de planejar a modernização das aplicações.

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Ramon Durães
Chief Technology Officer (CTO) na 2PC
MVP, Visual Studio ALM
PSM, CSM, PSD, LKU

A 2PC IT Services desenvolve estratégias para a modernização de aplicações atuando com sustentação, arquitetura de software, serviços, mobilidade e Application Lifecycle Management (ALM) usando Visual Studio. Faça contato.